domingo, 27 de maio de 2007

Brasil brasileiro

"Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito"

Cardeal de Retz

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Conto

Tínhamos uma vida pacata, eu e minha esposa, em uma cidade do interior. Nada demais acontecia e nossa vida passava como o córrego que existia no centro da cidade. Nossa vida sexual era, digamos, normal para um casal de nossa idade com o tempo que tínhamos juntos.
Certa feita, fomos convidados para o casamento do filho de uma amiga nossa, que seria comemorado em nossa cidade, na casa de campo dos pais da noiva. Casamento de alta classe com convidados e comida de luxo.
Poucos dias antes da festa, minha esposa veio me perguntar se outra amiga dela, que morava também na capital e viria para a festa poderia dormir em nossa casa. Não tenho problemas com visitas e, portanto, não me importei.
No dia marcado, fomos para a cerimônia, realizada na mesma casa da festa. Depois de algum tempo, a miga de minha esposa chegou; tinha se perdido e, portanto, só conseguira chegar quase no final do culto.
Quando fomos apresentados, não consegui disfarçar minha excitação. Era uma mulher de meia idade, com o corpo extremamente conservado, um vestido decotado deixando transparecer os seios voluptuosos que me deixaram transtornado. Dentro do possível, tentei não ficar secando muito a convidada.
Com o fim da cerimônia, passamos para o salão da festa. Fomos acomodados junto a outros convidados, já que não conhecíamos quase ninguém. Um bate-papo morno, sobre amenidades se seguiu, até que o jantar e as bebidas começaram a ser servidos.
Minha esposa e a amiga tornaram-se contumazes consumidoras do champanhe francês e já estavam um tanto quanto alteradas quando a música começou. Gentilmente, como um cavalheiro acompanhei as duas à pista de dança. As horas se passavam e as duas tornavam-se mais e mais altas e sensuais. Já não sabia como disfarçar meu apetite naquele momento.
Depois de muitas danças e bebidas resolvemos ir para casa. No caminho, não sabia se me concentrava no trânsito ou no decote de minha convidada, vivo no retrovisor.
Ao chegarmos em casa, minha esposa foi arrumar o quarto de nossa hóspede, que encaminhou-se para o banheiro. Ouvi o barulho do chuveiro e minha mente ferveu com tanta imaginação. Minha esposa também foi para o banho em nossa suite, me deixando sozinho com meus devaneios.
No auge de minha loucura, pensei estar sonhando. A amiga de minha esposa deixou o banheiro enrolada apenas na toalha e veio na direção de nosso quarto. Quando pensei em falar alguma coisa, minha esposa deixou o banheiro da suíte nos mesmos trajes.
Sem que eu pudesse esboçar qualquer reação, as duas deixaram a toalha cair quase ao mesmo tempo, permitindo que eu presenciasse o paraíso em minha casa. O corpo de nossa hóspede era maravilhoso, bem definida, deixando perceber os seios de silicone há pouco tempo colocados.
Fui abordado por duas deusas, que mal me deixavam respirar, sedentas por sexo, ao longo de toda a noite.
Na tarde seguinte, quando consegui acordar, não as vi mais em casa. No criado-mudo apenas um bilhete, dizendo que ambas haviam fugido, pois se amavam e já tinham um caso há algum tempo. No fim da missiva, apenas uma esperança:
"A noite foi maravilhosa. Quem sabe não podemos repetí-la outras vezes?"